CIÊNCIA

Unidades de Investigação de áreas marinhas classificadas, quase todas, com «Excelente»

Já são conhecidos os resultados da Avaliação e Financiamento Plurianual de Unidades de I&D para o período 2020-2023: do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR), o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), o Centro I&D OKeanos – Universidade dos Acores (Okeanos-UAc), o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e o Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA UALG) apenas este último recebeu classificação de “Muito bom”, os restantes receberam “Excelente”.

Os resultados, provisórios pois poderão ser contestados até 31 de Julho, são a base para os financiamentos que as demais unidades de investigação irão receber. Pelo que este processo, iniciado pela Fundação para Ciência e a Tecnologia (FCT) em 2017, reveste-se de bastante importância para a prossecução dos trabalhos desenvolvidos pelos centros.

A avaliação, baseada em critérios como mérito, qualidade, relevância e nível da internacionalização da actividade científica realizada, assim como mérito científico da equipa de investigadores e a adequação de objectivos, estratégia, plano de actividades e organização, realiza-se tendo em conta o período anterior de cinco anos.

E na mesma, levada a cabo por cinco avaliadores (Beatriz Morales-Nin, Erlend Moksness, Fiona Tomas Nash, Ionan Marigomez e Javier Ruiz), pode concluir-se que a contratação de pessoal e investigadores, obtenção de mais material de trabalho e uma maior colaboração entre os membros, desenvolvendo o potencial sinergético, são solução.

O relatório da avaliação destaca aspectos positivos e negativos das unidades de I&D. Em muitas unidades a maioria dos investigadores doutorados realizou actividades inovadoras, de reconhecido mérito e qualidade internacional, sendo apreciado o entusiasmo e dedicação dos investigadores, em particular entre os estudantes de doutoramento e jovens pós-doutorados. No entanto, os investigadores/docentes em instituições de ensino superior têm cargas lectivas excessivas (9 horas ou até 12 horas semanais de aulas) que, no entender dos avaliadores, dificulta a actividade de produção científica mais eficiente.

Os projecto possuem interessantes grupos de investigação, relevantes para a sociedade, e com um nível simpático de transferência de conhecimento, tanto a nível nacional, como internacional, atraindo estudantes estrangeiros e contribuindo para o desenvolvimento não só de Portugal, como de outros países.

Na sequência da avaliação, apenas serão financiados os laboratórios que tiveram a classificação de “Bom”, “Muito Bom” e “Excelente”, que são 88% do universo avaliado no seu todo. Assim, são quase 300 os laboratórios de investigação científica que receberão um total de cerca de 400 milhões de euros entre 2020 e 2023, ao abrigo do financiamento plurianual proposto pela FCT.

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