AGENDA APP em foco Clipping Notícias GEO OPINIÃO Cruzeiros Desporto LAZER Ambiente
Fotos Pescas Blogs Facebook Twitter Slideshare YouTube ARTE Áudio DOSSIERS
  • PORTAL APP | 26 Dossiers disponíveis | COM MAIS DE 1000 NOTÍCIAS
  • PORTAL APP - 5.216 notícias publicadas até 24.10.2012 e integralmente disponíveis
  • APP no TWITTER: http://twitter.com/portosportugal
  • APP no FACEBOOK: http://www.facebook.com/portosdeportugal
  • APP no YOUTUBE: http://www.youtube.com/portosdeportugal
Utilidades APLOP Newsletters MediaMar EDUCARE Biblos Museus História Prémios Associativismo
CONTACTOS SOBRE A APP CIÊNCIA FUTURO Energia Remoção Lista POL. PRIVACIDADE VÍDEOSREGISTAR-SELOGIN

NO DEALBAR DO SÉCULO XX

Lisboa por Chusseau-Flaviens

Do mercado do peixe à Ribeira de Lisboa, do cais do porto à Doca de Santos. Chusseau-Flaviens evidenciava singular sensibilidade quando registava os tipos sociais, os costumes, os vendedores ambulantes: de azeite, de carvão, de leite, de legumes, de aves, de peixe, de ostras, de pão, de perus, de alhos e cebolas, os aguadeiros, os varredores de rua, as lavadeiras, os calceteiros e a calçada portuguesa, os trolhas e os galegos nas mudanças, tudo estimula o estudo da cidade de Lisboa no inicio do século XX.

Fotografou o exército português, também a marinha, os marinheiros e os seus barcos: o Douro, o Vasco da Gama, o Almirante Reis, o Tejo, o D. Amélia e o Dom Luís.

Algumas dessas fotos podem ser vistas aqui



De Charles Chusseau-Flavies pouco se sabe, o fotógrafo francês terá trabalhado entre 1890 e 1910. Consultando a parte do seu trabalho que se encontra na George Eastman House, parece tratar-se de um dos primeiros repórteres fotográficos freelancer. Viajava com facilidade e tinha acesso a várias famílias reais europeias.

Tinha também grande facilidade em fotografar quartéis e militares em exercício assim como o respectivo armamento, o que fez em vários países da Europa. Fotografava com muita frequência, cenas do quotidiano e fazia levantamentos etnográficos.

Os ciganos na Roménia, negativos de alguma raridade e algumas vivências na Argélia, Marrocos e na Turquia, onde também adquiriu originais a (Sebah & Joailler), importante firma estabelecida em Constantinopla. Percorreu a maioria dos países da Europa. Da colecção, uma das maiores da George Eastman House, fazem parte mais de 11.000 negativos em vidro. O conjunto foi entregue à Casa George Eastman pela Kodak Pathé em 1974.



É provável que seja apenas parte da sua produção como fotógrafo isto porque, se atentarmos ao número de chapas em vidro feitas em França, uma insignificância, por exemplo da Exposição Universal de 1900 em Paris apenas se conhecem 2 chapas, leva-nos a suspeitar que a colecção na posse da George Eastman House não representa todo o seu trabalho. Tal situação, leva-nos a concluir que a sua obra é muito mais vasta. Chusseau - Flaviens quando viajava adquiria trabalhos de outros fotógrafos e produzia a bordo uma cópia. Ele incluía frequentemente o nome do fotógrafo na anotação em francês ao longo da borda do negativo em vidro. Assim se explicam os negativos da Nova Zelândia, Japão, Abissínia na Etiópia e outros países para onde Chusseau-Flaviens não pode ter viajado em pessoa.



Na George Eastman House são em grande número os vidros da Bulgária, Roménia e Espanha. Surpreendente é o número de chapas sobre Portugal, cerca de 900 negativos em vidro. A sua diversidade geográfica contempla a cidade do Porto, com vistas de uma beleza rara a que a cidade já nos habituou e onde podemos ver o desembarcar do bacalhau na Ribeira. Cascais com as suas praias de pescadores, antes do turismo, os hotéis e os casinos as terem tomado; Mafra, Tomar e Sintra com os seus monumentos; Cacilhas, donde miramos a Lisboa do princípio do século XX; Coimbra, as pessoas, os estudantes e as tricanas, a universidade e o choupal. A sensibilidade de Chusseau - Flaviens quando regista os tipos sociais, os costumes, os vendedores ambulantes: de azeite, de carvão, de leite, de legumes, de aves, de peixe, de ostras, de pão, de perus, de alhos e cebolas, os aguadeiros, os varredores de rua, as lavadeiras, os calceteiros e a calçada portuguesa, os trolhas e os galegos nas mudanças, tudo estimula o estudo da cidade de Lisboa no inicio do século XX.

Fotografou o exército português: a cavalaria, a infantaria, a artilharia nos quartéis e em manobras. Fotografou a marinha, os marinheiros e os seus barcos: o Douro, o Vasco da Gama, o Almirante Reis, o Tejo, o D. Amélia e o Dom Luís. Um grande número de fotografias da família real portuguesa, D. Carlos, D. Amélia, D. Afonso e D. Manuel II. Em alguns dos negativos em actos oficiais mas, noutros negativos em situações menos formais ou pousando desportivamente para a câmara. D. Manuel II simulando esgrima ou com uma raquete de ténis na varanda do Palácio da Pena.



Os primeiros republicanos, da carbonária como António Maria da Silva até ao primeiro Presidente da República, Manuel de Arriaga na varanda do Palácio de Belém. A colecção conta também com retratos de António José d’Almeida, João Chagas, Magalhães Lima, Braamcamp Freire, Afonso Costa, A. de Azevedo Vasconcelos, Teófilo Braga e o Patriarca de Lisboa D. António Mendes Belo. Apesar de algumas das fotografias terem sido adquiridas a fotógrafos e estúdios fotográficos portugueses como à Foto Vasques, não é de excluir que Chusseau – Flaviens tenha estado no nosso país pelo menos até 1910. A colecção conta ainda com uma fotografia da Rainha D. Amélia, muito nova, por volta de 1872, seguramente adquirida ou oferecida ao fotógrafo.

FONTE: APPH – Associação Portuguesa de Photographia


 




Data: 2011-06-12
Autor:

Artigos relacionados:

  • Cais de Santa Apolónia, Março de 1917
  • Lisboa, Caes de Madrid
  • e, em breve para os portos do Pacífico, em direitura, por essa obra admirável da engenharia, o canal do Panamá
  • O Aterro
  • Emprehendimento de promover Lisboa á cathegoria de caes da Europa

  •  vídeo

    APP lança vídeo “Journey to the center of the world”

     Poesia pelo Porto de Leixões

     

     APP pelo Facebook

     Consulte os dossiers do Portal APP

     NRP Sagres Volta ao Mundo 2010

     Se calha a sorte para a Armada…

     A Ver Navios

     Inauguração do novo Cais de Cruzeiros do Porto de Leixões

     Paquete Infante D. Henrique

     Arte xávega ou companhas das artes – Praia de Mira

     Nautilus Minerals - ROV Drill MINING

     Pesca artesanal valorizada em Sesimbra (1)

     Nova marina no Porto de Lisboa

     Funchal 500 Tall Ships Regatta – La Bamba

     Filatelia - Farol do Cabo Espichel

     Porto de Aveiro visto do céu

     APP no slide.com

     APP no SLIDESHARE

     APP no FACEBOOK

     Porto de Aveiro - Por Paulo Magalhães

    Porto de Aveiro - Por Paulo Magalhães
    Associação dos Portos de Portugal © 2010 - Design & Programação by Idea Factory